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Ministério das Mulheres defende igualdade salarial e fim da escala 6×1 durante congresso em Foz do Iguaçu

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Ministra Márcia Lopes destacou a necessidade de enfrentar a precarização do trabalho e fortalecer medidas de proteção às mulheres.

 

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quinta-feira (7/5), do I Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica, promovido pela Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica (AASPSI) do Brasil, em Foz do Iguaçu (PR). Realizado de 7 a 9 de maio, o encontro reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e representantes de diferentes áreas do sistema sociojurídico para debater desigualdades sociais, direitos humanos e políticas públicas voltadas à justiça social.

Durante sua fala na mesa-redonda “Saberes e poderes no enfrentamento de desigualdades, desproteções e sofrimento ético-político”, a ministra ressaltou os impactos da precarização das relações de trabalho, especialmente sobre as mulheres, e defendeu medidas voltadas à promoção da igualdade de gênero no mundo do trabalho.

“Se, de um lado, o mundo do trabalho nos puxou para uma grande precarização, para uma grande ausência de identidades, por outro lado, é por isso mesmo que nós temos que defender o fim da escala 6×1, e nós temos que defender a igualdade salarial entre homens e mulheres”, afirmou.

Márcia Lopes também destacou a importância do avanço de pautas legislativas relacionadas aos direitos das mulheres no Congresso Nacional. “Tomara que saiam deste Congresso algumas moções. Uma delas pela igualdade salarial entre homens e mulheres, e outra pela aceleração da aprovação da lei que criminaliza a misoginia. Isso é muito importante”, acrescentou.

O congresso foi organizado pela AASPSI e reuniu profissionais que atuam no sistema prisional, nos tribunais de Justiça, nas defensorias públicas, nos ministérios públicos e outros espaços da área sociojurídica. O evento teve como objetivo fortalecer o diálogo entre academia, sociedade e profissionais que atuam na garantia de direitos, diante do agravamento das desigualdades sociais e das violências de gênero, raça e classe.

Fortalecimento do diálogo e da justiça social

Na abertura do encontro, a presidente da AASPSI, Maíla Rezende, destacou o caráter coletivo da construção do congresso e a importância da mobilização nacional de profissionais e estudantes da área sociojurídica.

“Tenho certeza de que este congresso vai ser histórico e que todos e todas nós vamos sair daqui alimentados de esperanças, de ideias, de afetos, de aprendizagens e de novos sonhos”, afirmou.

A dirigente também ressaltou o envolvimento de participantes de diferentes regiões do país e a articulação entre profissionais, estudantes e pesquisadores comprometidos com a defesa de direitos e o fortalecimento das políticas públicas.

Segundo a organização, o congresso integra os esforços de articulação nacional em torno do enfrentamento das desigualdades históricas que atingem especialmente mulheres, população negra e grupos em situação de vulnerabilidade social.

A participação do Ministério das Mulheres no congresso fortalece o diálogo do Governo Federal com diferentes setores e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade de gênero, com a valorização do trabalho digno e com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção dos direitos das mulheres.

 

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