No II Encontro Internacional de CECSAs, iniciativa de governança participativa foi apresentada como modelo de diálogo e soluções coletivas.
A Itaipu Binacional participou do II Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSAs), realizado de 27 a 30 de maio, em Fortaleza (CE). Durante o evento, a empresa expôs a experiência de governança participativa desenvolvida por meio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental.
A presença da Itaipu ocorreu a convite da organização, com a finalidade de compartilhar a iniciativa conduzida pela Itaipu e pelo Itaipu Parquetec. O modelo reúne instituições e organizações no território de atuação da empresa para estimular o diálogo e a construção conjunta de soluções para questões socioambientais.
O encontro contou com representantes de centros de educação e cooperação socioambiental e também com instituições do Brasil e de países da Europa e da África. Na abertura, a Itaipu foi representada pela doutora em Educação Ambiental Silvana Vitorassi, assistente do diretor-geral brasileiro, Enio Verri.
Na apresentação, Silvana Vitorassi detalhou a criação do programa Governança Participativa, em 2024, dentro do programa Itaipu Mais que Energia, além do processo de formação dos Núcleos de Cooperação Socioambiental. Ela ainda ressaltou como ocorre a definição de investimentos socioambientais a partir das demandas identificadas no território.
De acordo com Vitorassi, os Núcleos buscam reforçar e integrar políticas públicas nos municípios e nas instituições, contribuindo para a construção de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável nos campos econômico, social e democrático, além do enfrentamento permanente dos desafios socioambientais. A iniciativa também atua no fortalecimento de organizações locais e incentiva a cooperação entre universidades, poder público e sociedade civil.
“Os Núcleos de Cooperação Socioambiental compõem uma estratégia de gestão que valoriza o território, as pessoas e as conexões. Trata-se de um posicionamento institucional de fazer ‘com’ e não ‘para’. São espaços de diálogo, articulação, formação e fortalecimento das instituições, que atuam em prol da sustentabilidade”, afirmou. Silvana Vitorassi, doutora em Educação Ambiental e assistente do diretor-geral brasileiro, Enio Verri.
No segundo dia do evento, a Itaipu integrou uma mesa sobre experiências em governança participativa para a sustentabilidade. O painel foi conduzido pelo consultor em gestão socioambiental, Luiz Ferraro, e reuniu Rosani Borba, gestora do convênio pela Itaipu; Rosselane Giordani, representante dos coordenadores dos Núcleos; e Andressa Peloi Bernabé, da Associação dos Educadores Sociais do Paraná (Aesmar), integrante da iniciativa.
No debate, foram compartilhadas as metodologias usadas para criação e gestão dos Núcleos, além de resultados já alcançados, como encontros territoriais, seminários e oficinas. Também foram citadas ações como atividades de horta comunitária e grafite, bem como iniciativas de formação, entre elas capacitações em segurança alimentar voltadas a nutricionistas.
Sobre os Núcleos
Criados em 2024 no âmbito do programa Itaipu Mais que Energia, os 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental integram uma iniciativa alinhada às estratégias do Governo do Brasil voltadas ao meio ambiente e à transformação econômica e social. A ação, coordenada em parceria pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec, alcança os 399 municípios do Paraná e 35 do sul do Mato Grosso do Sul, região prioritária da usina.
Os Núcleos operam como espaços de escuta ativa, formação e educação, sustentados pela metodologia da governança participativa. A proposta é mobilizar, de forma coletiva, as instituições parceiras para elevar a qualidade de vida e impulsionar um futuro sustentável nas comunidades.
Neste momento, os núcleos estão em fase de conclusão de projetos coletivos para os territórios e de assinatura de convênios com a Itaipu.
Fonte: Itaipu Binacional/Itaipu Parquetec.
Foto: Maria Haydèe/Comunicação do Encontro.
