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Aumenta o alerta: profissionais da Educação rejeitam novamente parcelamento do reajuste salarial

Servidores da educação rejeitam nova proposta da data-base de 2026 com previsão de parcelamento. (Foto Hemily Nascimento)

 

É a terceira proposta apresentada pela Prefeitura de Foz prevendo parcelamento; servidores da Educação defendem o reajuste determinado pelo Ministério da Educação em parcela única

 

Em Assembleia Geral específica realizada na Câmara de Vereadores, ontem (9) à noite, os servidores que atuam na área da educação municipal em Foz do Iguaçu recusaram a terceira proposta de reposição salarial anual apresentada pela prefeitura desde que as negociações iniciaram no mês passado. A questão central é a previsão de parcelamento do pagamento do reajuste. Além disso, os educadores municipais defendem que o implemento salarial seja pago de acordo com o que determina o Ministério da Educação (MEC).

“A nossa briga é pela reposição justa, levando em consideração esse valor mínimo salarial que os profissionais da educação devem receber em qualquer cidade do Brasil”, defende Viviane Dotto, presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Rede Pública Municipal de Educação de Foz do Iguaçu (Sinprefi). O percentual de reajuste do Piso Nacional do Magistério definido pelo MEC em janeiro de 2026 foi de 5,40%. A Prefeitura de Foz está oferecendo a correção de 4,11% referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apurado nos últimos 12 meses, porém dividida em quatro parcelas.

O entendimento da categoria é que a reposição salarial deve ser concedida de forma integral para recompor as perdas inflacionárias. Os profissionais consideram que o parcelamento posterga um direito dos servidores e mantém os profissionais acumulando perdas ao longo do ano. Houve, entretanto, uma proposta aceita pelos trabalhadores na assembleia: a atualização do valor do auxílio-alimentação fixada em 10% pela prefeitura, chegando a R$ 605.

Alerta ampliado

Com o plenário da Câmara completamente ocupado, professores e demais profissionais da educação decidiram aumentar o nível de alerta público em relação à insatisfação dos profissionais da educação, passando de “estado de greve” para “indicativo de greve”. Isso sinaliza ao executivo municipal e à sociedade que os trabalhadores estão descontentes e não estão tendo os direitos respeitados, portanto uma paralisação pode ocorrer caso não haja avanço nas negociações.

Entre as ações previstas estão a presença e manifestação dos profissionais da Educação durante Audiência Pública que será realizada na Câmara de Vereadores, no dia 17 deste mês, às 10h, quando a Secretaria da Educação vai apresentar os resultados do quadrimestre. “Vamos manter as manifestações motivadas pelo descontentamento em relação à valorização salarial e outras reivindicações como aplicação do nosso Plano de Carreira”, explica a presidente do Sinprefi.

O Sinprefi irá comunicar formalmente as decisões da categoria ao executivo municipal e aguarda o avanço das tratativas para a construção de uma proposta que contemple as reivindicações aprovadas em assembleia.

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