Diretoria de Itaipu autoriza emissão do edital de licitação da atualização tecnológica

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As diretorias brasileira e paraguaia da Itaipu assinaram, nesta quinta-feira (5), o documento que autoriza a emissão do edital de licitação da atualização tecnológica da usina. A expectativa é que a publicação do edital ocorra ainda este ano. O valor total estimado é de 660 milhões de dólares. 

“Este é o início de um processo que, ao final, deixará a usina de Itaipu em condições de igualdade com as usinas mais modernas do mundo. É vital que se comece agora, para que a usina continue sendo importante para os sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai daqui a dez, quinze anos”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. 

O diretor técnico executivo da usina, Celso Villar Torino, disse que “a elaboração do edital foi um trabalho árduo e cuidadoso, que contou com a participação de pessoas de todas as diretorias da Itaipu. Felizmente, a parceria permitiu que tudo corresse de acordo com o previsto”, concluiu. 

Mariana Thiele, diretora jurídica da empresa, reforçou a união das equipes. “Este é um dos projetos mais importantes que a Itaipu tem hoje, e foi muito positivo ver como todos trabalharam de forma harmônica, em busca de um objetivo maior”, disse. 

Segundo o diretor financeiro executivo, Anatalicio Risden Junior, o que se viu, ao longo das negociações, foi que “as dificuldades se transformaram em soluções”. Para ele, “todos se concentraram num mesmo propósito e as metas estabelecidas foram cumpridas”.

O lançamento do edital já faz parte da segunda fase do projeto de atualização. A primeira fase aconteceu ao longo de 2018, com a participação das empresas interessadas na pré-qualificação para esta licitação. Somente as empresas habilitadas poderão participar do certame. 

Quando publicada, a licitação pública binacional, que tem cerca de 12 mil páginas, poderá ser consultada no Portal de Compras da Itaipu http://compras.itaipu.gov.br  e nos principais veículos brasileiros e paraguaios. 

Consórcios

O projeto da atualização tecnológica da usina de Itaipu não inclui os equipamentos pesados como turbinas, geradores, transformadores principais e as comportas hidromecânicas – somente os elétricos e eletrônicos. Porém, por se tratar de um volume muito grande de trabalho, e de uma variedade de diferentes necessidades, decidiu-se dividir o projeto em três lotes. 

Para o Lote I, responsável pelo fornecimento de sistemas, equipamentos, materiais e serviços para as unidades geradoras, estão habilitadas três empresas, sendo elas o Consórcio para Atualização Tecnológica de Itaipu (CATI), integrado pela Voith Hydro, Siemens e Tractebel; Consórcio GE formado pela GE Hydro e GE Grid; Consórcio Andritz-ABB, integrado pelas empresas Andritz Hydro e ABB.

Para o Lote II, responsável pelo fornecimento de materiais e equipamentos para os serviços auxiliares gerais, estão habilitadas quatro empresas, sendo elas o Consórcio Alto Paraná; Concret Mix S.A.; Tecnoedil S.A. e Consórcio Proel-Ingelmec .

Para o Lote III, responsável pelos serviços de desmontagem e montagem eletromecânica correspondente a todos os sistemas e equipamentos fornecidos para os Lotes I e II, estão habilitadas duas empresas: a Rieder & CIA e o Consorcio de Ingeniería CIE S.A.

Conforme estabelecido no edital, as empresas vencedoras de cada Lote deverão se unir e formar um único consórcio, que realizará os trabalhos de forma unificada, com acompanhamento e supervisão das equipes de Itaipu. 

Renovação

O foco do projeto está nos sistemas de controle, proteção, supervisão, regulação, excitação e monitoramento das unidades geradoras e subestações, como controladores, sistemas e sensores, entre outros, que estão espalhados por vários quilômetros ao longo da casa de força, barragem, subestações e vertedouro.

Mais do que simplesmente substituir, o plano é repensar funcionalidades e processos, além de permitir uma leitura mais detalhada das unidades geradoras.

A primeira etapa tem duração prevista de quatro anos e abrange a elaboração dos projetos executivos, fabricação, testes em fábricas, modernização dos sistemas das salas de controle e ensaios locais, para só então avançar para a próxima fase: a parada das unidades geradoras. Cada unidade que passar pelo processo precisará ficar parada enquanto for atualizada.

A expectativa da Itaipu é atualizar os sistemas de duas unidades geradoras por ano. Como são 20 unidades, a estimativa é que esta fase seja executada em dez anos. Com a experiência acumulada com cada unidade atualizada, porém, é possível que o andamento do projeto acelere com o passar do tempo. Desta forma, o projeto de atualização tecnológica mobilizará esforços por aproximadamente 14 anos no total.

(Itaipu Binacional – Foto: Adilson Borges)

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