Evento será realizado nos dias 17 e 18 de setembro, em Foz do Iguaçu, região que registrou mais de R$ 2 bilhões em recursos captados para inovação e 885 projetos entre empresas e instituições científicas desde 2018
Uma das regiões de maior força agroindustrial do país quer avançar para além da produção de alimentos e proteínas e ampliar sua capacidade de gerar tecnologia, conhecimento e novos negócios. Essa transformação estará no centro da quarta edição do Summit Iguassu Valley, marcada para os dias 17 e 18 de setembro, no Complexo Quinta das Marias, em Foz do Iguaçu (PR).
De caráter multissetorial, o Summit reúne inovação e tecnologia aplicadas a diferentes áreas da economia e da sociedade. O agro tem presença relevante por ser uma das principais forças produtivas do Oeste do Paraná, mas divide espaço com temas como inteligência artificial, indústria, cidades inteligentes, energia, educação, ciência, finanças, empreendedorismo e novos negócios.
“O Summit é um evento de inovação que busca trazer para a região o que existe de mais avançado no mundo, para que essas soluções possam ser conhecidas, comparadas e, quando fizer sentido, implementadas aqui com ganho de produtividade. Ao mesmo tempo, queremos mostrar para o país e para outras regiões aquilo que já está sendo desenvolvido no Oeste do Paraná”, afirma Victor Donaduzzi, presidente do Iguassu Valley.
Com o conceito “O futuro nasce no campo: inovação que conecta, transforma e alimenta”, a edição de 2026 propõe uma leitura ampliada do que significa “campo”. Agroindústria, inteligência artificial, startups, empresas de tecnologia e automação aparecem ao lado de cidades inteligentes, energia, educação, ciência, sustentabilidade e novos modelos de negócio.
A divisão traduz justamente o caráter multissetorial do encontro: a tecnologia aparece como elemento transversal, conectando diferentes setores, problemas e oportunidades do território.
A programação foi organizada a partir de quatro dimensões: Campo Produtivo, Campo Tecnológico, Campo Urbano e Campo das Ideias. A proposta é ampliar a identificação do público com o evento e mostrar que a inovação atravessa diferentes atividades econômicas e sociais, da produção ao desenvolvimento das cidades, da tecnologia à geração de conhecimento.
A expectativa da organização é receber entre 1,5 mil e 2,6 mil pessoas durante os dois dias de programação. O Summit deve reunir aproximadamente 40 speakers e uma média de 40 empresas e startups.
O encontro acontece em um território que vem construindo uma infraestrutura própria de inovação. De acordo com a série histórica dos Cadernos de Indicadores do Iguassu Valley, entre 2018 e 2025 foram registrados aproximadamente R$ 2,015 bilhões em recursos captados para inovação, por meio de editais de fomento e linhas de financiamento.
No mesmo período, foram mapeados 885 projetos desenvolvidos conjuntamente por Instituições Científicas e Tecnológicas e empresas. Outro indicador mostra o avanço da produção de conhecimento protegido. Foram contabilizadas 251 propriedades intelectuais concedidas ao longo da série, sendo 72 apenas em 2025, maior número registrado desde o início do levantamento.
A inovação também começa a chegar ao mercado. Em 2025, os indicadores identificaram 169 produtos ou serviços inovadores, associados a R$ 110,37 milhões em faturamento. “É nesse ambiente que o Summit pretende aproximar empresas, pesquisadores, startups, instituições públicas, universidades, cooperativas e agentes de inovação, com o objetivo de ampliar a circulação de conhecimento e, principalmente, criar oportunidades de conexão e negócios”, explica o presidente do Iguassu Valley, Victor Donaduzzi.
Tecnologia aplicada à força produtiva
A ligação entre inovação e produção agroindustrial terá papel central na programação.
Entre as tecnologias e áreas presentes no ecossistema estão inteligência artificial, automação industrial, sensores, biotecnologia, monitoramento de produção, novos alimentos e soluções aplicadas às cadeias de aves, suínos, peixes e outras proteínas.
Dentro dessa agenda multissetorial, as cadeias de proteínas ocupam uma posição estratégica por sua importância econômica para o Oeste do Paraná.
“O movimento também se conecta à Ambição Regional, estratégia estruturante do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), que mobiliza instituições e sociedade do Oeste do Paraná para transformar a vocação produtiva da região em liderança global em conhecimento e tecnologia agregados às proteínas, com foco em sustentabilidade e qualidade de vida no território”, explica Rogério Aver, vice-presidente do Iguassu Valley.
“O Oeste do Paraná já é uma das grandes regiões produtoras de proteínas do planeta, mas ser muito bom em produzir não é suficiente para continuar avançando. O que nos trouxe até aqui não é necessariamente o que vai nos levar adiante. Precisamos agregar mais valor a toda a cadeia, desde a produção até o desenvolvimento de novos produtos, vacinas, genética, equipamentos e outras tecnologias. A ideia é que essas soluções sejam usadas aqui, mas que também possam ser exportadas, gerando mais valor para a região”, complementa Donaduzzi.
A mesma lógica de aplicação da tecnologia a desafios concretos aparece em outras áreas presentes no ecossistema, como indústria, saúde, serviços, gestão pública, energia, cidades e economia digital.
Um ecossistema regional
O Iguassu Valley articula atores de 54 municípios do Oeste do Paraná, conectando empresas, startups, universidades, instituições de pesquisa, habitats de inovação e organizações de apoio e fomento.
Em 2022, o ecossistema foi reconhecido no Prêmio Nacional de Inovação como Melhor Ecossistema de Inovação do Brasil em Estágio Consolidado, reconhecimento relacionado à sua governança, articulação e capacidade de acompanhar sua evolução por meio de indicadores.
A quarta edição do Summit também marca uma nova etapa de inserção do encontro na agenda da cidade. O evento passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos de Foz do Iguaçu, fortalecendo a presença da inovação entre as agendas permanentes realizadas no município.
A realização do Summit conta também com o apoio do Município de Foz do Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (SMTU), dentro da estratégia de divulgação do destino e de fortalecimento de eventos capazes de atrair públicos de diferentes mercados para a cidade.
Organizado com forte participação voluntária de integrantes do ecossistema, o Summit tem como objetivo disseminar conhecimento, aproximar diferentes setores e criar condições para a geração de negócios.
“Estamos criando um ambiente para conectar empresas, startups, universidades, investidores, poder público e talentos, com o objetivo de transformar conhecimento em oportunidades e oportunidades em negócios. Interações que serão iniciadas durante os dias do evento, mas que irão perdurar e crescer no futuro. É assim que o Summit pode gerar impacto para Foz do Iguaçu, para os 54 municípios do Oeste e para as conexões com Paraguai e Argentina”, afirma Jemna Rhoden, diretora de Eventos do Iguassu Valley e coordenadora do Summit Iguassu Valley 2026.
Cerca de 40 speakers
A programação de 2026 deverá reunir aproximadamente 40 speakers ligados a empresas, instituições públicas, tecnologia, inovação, cooperativismo, empreendedorismo e desenvolvimento.
A diversidade dos convidados também reflete a proposta multissetorial do Summit, com profissionais ligados a tecnologia, mercado de capitais, governo digital, inovação, indústria, cooperativismo e desenvolvimento.
Entre os convidados de outras regiões estão Henry Suzuki, CEO da Axonal Consultoria Tecnológica; Leila Navarro, palestrante e escritora Robertta Mota, gestora CVM, cofundadora e diretora de Gestão da Alya Ventures; e Dgeison de Lucca, CTO & Partner da Conta Simples.
Também integram a programação nomes ligados ao ecossistema e a organizações relevantes da região, entre eles Débora Bertasi e Everton Pasqual, da Itaipu Binacional; Joni Nunes, CTO da Datapar; Clédio Marschall, da Lar Cooperativa; Renato Guerreiro, do IFPR-Biopark; Rogerio Aver, da Coopavel; e Victor Donaduzzi, da Urbizzi Desenvolvimento Urbano, Biopark e Prati-Donaduzzi.
Entre os temas previstos estão inteligência artificial, Indústria 5.0, inovação aberta, startups, empreendedorismo, energia, logística, sustentabilidade, cidades inteligentes, formação de talentos, cooperativismo e inteligência de dados.

Soluções, negócios e inteligência territorial
A programação inclui ainda a final do Super Hackathon, iniciativa realizada pelo Sebrae em parceria com o ecossistema regional de inovação. Em 2026, a mobilização reúne mais de 240 inscritos e etapas locais em Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Santa Helena, com desafios, de diferentes setores, ligados à gestão pública, comércio e serviços, Indústria 4.0, agronegócio e sustentabilidade.
Ao todo, 20 equipes avançam para a etapa final após um período de aceleração e mentorias e apresentam seus pitches no dia 18 de setembro durante o Summit. Os três melhores projetos receberão premiação de R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil. Após a final, as equipes poderão ser conectadas a ambientes de inovação, programas de incubação e oportunidades de acesso a editais de fomento.
Outra novidade será uma experiência de negócios entre os participantes. Empresários poderão apresentar produtos, serviços e soluções e manifestar interesse em outras ofertas por meio de uma dinâmica de matchmaking apoiada por inteligência artificial. A proposta é identificar potenciais parceiros e clientes e estimular conversas comerciais ainda durante o Summit. Uma ação específica de conexão está prevista para o dia 18, entre 10h e meio-dia.
A programação prevê ainda a apresentação do BI Iguassu Valley – Transformando Dados em Decisões, o Prêmio Iguassu Valley e uma cerimônia relacionada à transferência dos direitos da marca Iguassu Valley.
“A marca Iguassu Valley foi registrada pelo IguassuTec em um momento em que o ecossistema não tinha um CNPJ próprio para fazer esse registro. Agora, a marca será transferida para o CNPJ do Programa Oeste em Desenvolvimento, estrutura à qual o Iguassu Valley está vinculado por meio da Câmara Técnica de Inovação e Tecnologia. Essa cerimônia também é uma forma de agradecer ao Iguassu Tec por ter protegido a marca quando isso foi necessário e representa a retomada dessa autonomia pelo próprio ecossistema”, explica Victor Donaduzzi.

Ao reunir tecnologia, ciência, empresas, startups, poder público, universidades e diferentes setores econômicos, o Summit busca funcionar como ambiente de conexão entre conhecimento, aplicação e geração de negócios.
Quarta edição
O Summit chega à quarta edição depois de ampliar significativamente seu público desde a estreia. Em 2023, reuniu aproximadamente 1.264 participantes; em 2024, foram mais de 2,6 mil; e, em 2025, ultrapassou 3 mil pessoas em dois dias. Para 2026, a organização projeta entre 1,5 mil e 2,6 mil participantes.
SERVIÇO
4º Summit Iguassu Valley
Data: 17 e 18 de setembro de 2026
Local: Complexo Quinta das Marias
Cidade: Foz do Iguaçu (PR)
Horário: 9h
Inscrições: https://summit.iguassuvalley.com.br/
