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Itaipu e governos do Brasil e Paraguai promovem visita técnica a produtores de tilápia

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Técnicos e autoridades de ambas as margens da empresa e dos ministérios da Pesca (BR) e do Meio Ambiente (PY) visitaram alguns dos principais produtores do estado de São Paulo.

 

Um grupo formado por representantes brasileiros e paraguaios da Itaipu Binacional, autoridades dos governos de ambos os países e prefeitos de municípios lindeiros ao lago de Itaipu visitaram nesta quinta e sexta-feira (7 e 8) empresas de referência na produção de tilápia em tanques-rede, com escala industrial, no interior do Estado de São Paulo. O objetivo é avançar na modelagem e nos requisitos ambientais para implantar esse tipo de produção no reservatório da usina.

Conforme explicou o ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil, Édipo Araújo Cruz, que acompanhou o primeiro dia do roteiro, ambos os governos estão atuando em parceria para promover geração de emprego e renda, e segurança alimentar a partir da produção de tilápia. “Isso dialoga diretamente com a estratégia do governo do Brasil, que é produzir alimento de qualidade e de forma sustentável. Importante destacar, inclusive, que o pescado ajudou o Brasil a, mais uma vez, sair do mapa da fome”, afirmou o ministro.

De acordo com o Anuário Peixe BR 2026, a produção brasileira de tilápia alcançou 707 mil toneladas no ano passado. Estimativas iniciais projetam um potencial de produção de até 400 mil toneladas no reservatório da Itaipu. “Se viermos a explorar 10% desse potencial, isso já representará um incremento significativo na produção nacional, demonstrando o potencial para múltiplos usos do reservatório, além da geração de energia”, afirmou o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, que participou da visita.

Esta é a segunda visita técnica promovida pelo grupo. A primeira, no mês de março, possibilitou conhecer a cadeia produtiva da CVale, dona do maior frigorífico de pescados da América Latina, no interior do Paraná, e detentora de uma cadeia produtiva baseada em tanques escavados. Nesta segunda etapa, o objetivo foi visitar empresas nos municípios de Rifaina e Votuporanga, ambas em São Paulo, e que atuam em um sistema mais próximo do que se quer desenvolver no reservatório da Itaipu, no caso, com tanques-rede.

Segundo o diretor da Fider Pescados (Grupo MCassab), Juliano Kubitza, o mercado de tilápia vem apresentando um crescimento consistente, inclusive com a conquista de novos mercados para a exportação. A empresa processa cerca de 800 toneladas de peixes por mês. “Em mais 10 anos, a produção nacional de tilápia deverá atingir pelo menos 1,5 milhão de toneladas, próximo a da China, que é o maior produtor mundial. Nós temos virtudes naturais que nenhum outro país tem”, afirmou Kubitza.

Para o diretor de Pesca e Aquicultura do Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai, Adam Leguizamón, esta segunda visita permitiu aprofundar os conhecimentos sobre as questões de biossegurança e de produção em larga escala. “A gente nota um compromisso muito grande das instituições envolvidas em promover a produção sustentável de tilápia no reservatório da Itaipu. Isso nos estimula ainda mais a seguir trabalhando na modelagem e nos requisitos ambientais para viabilizar essa produção”, comentou.

Os prefeitos de Guaíra, Gileade Osti, e de Medianeira, Antônio França Benjamin, acompanharam a visita e disseram estar animados com a perspectiva da produção de tilápia no reservatório da Itaipu, uma vez que diversas comunidades localizadas no entorno dependem da atividade pesqueira. “Guaíra é uma cidade extremamente importante nesse processo, porque é onde está o início do reservatório. Ali temos a influência ainda muito grande do Rio Paraná e a qualidade da água é diferenciada, muito boa para esse tipo de produção”, disse Gileade.

“A tilápia sem dúvida vai potencializar ainda mais a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico da região lindeira ao lago de Itaipu, aproveitando essa riqueza que é o lago da Itaipu e que, antes, muitas vezes era simplesmente vista como uma área alagada”, completou Benjamin, que também é presidente do Conselho dos Municípios Lindeiros ao lago de Itaipu.

Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional

 

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