Itaipu e Opas firmam acordo visando ações de saúde na fronteira

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A Itaipu Binacional e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), organismo vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), firmaram em Washington (EUA), no último mês de julho, um acordo marco de cooperação técnica para a promoção de ações de saúde pública, com vigência de cinco anos. 

As instituições foram representadas pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Marcos Stamm, e pela diretora da Opas, Carissa Etienne. O acordo estabelece termos e condições para iniciativas conjuntas no campo da saúde pública. Para cada ação, serão firmados convênios específicos que terão como base a parceria já estabelecida.  

Segundo Stamm, o projeto de largada será o de vigilância integrada para controle de arboviroses (doenças transmitidas por insetos, como dengue, zika e chikungunya). “A Tríplice Fronteira é uma área de grande circulação de pessoas e, portanto, uma porta de entrada para problemas de saúde. Mas a Itaipu vem atuando nessas questões, cumprindo seu papel de empresa cidadã” afirmou Stamm, que fez uma apresentação sobre as ações de responsabilidade social da Itaipu com foco em saúde, no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) Itaipu-Saúde.

Carissa Etienne elogiou o fato de Itaipu não se limitar a gerar energia, mas também promover ações que ajudam a melhorar as condições de vida das comunidades da região. “Esta é uma oportunidade de aumentar o acesso a serviços de saúde para a população e de assegurar o bem-estar das pessoas”, afirmou. 

O grupo técnico da Opas também demonstrou interesse nos projetos de saúde mental que estão em estudo e planejamento pelas comissões técnicas do GT Itaipu-Saúde, particularmente na ação voltada à população indígena no que concerne o combate à dependência química e a prevenção de suicídio.

A parceria

O acordo marco tem como base a experiência da Itaipu na promoção de ações de políticas públicas de saúde na região de fronteira do Brasil com o Paraguai, por meio do GT Itaipu-Saúde, bem como na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030 em sua área de influência. E, também, a experiência de 115 anos da Opas em ações voltadas a melhoria das condições de vida das populações das Américas.

Uma vez que o acordo não prevê repasses financeiros, esse detalhamento, além de outras responsabilidades de cada parte, serão definidos em acordos específicos, que deverão contar com enfoques transversais de gênero, interculturalidade e redução de iniquidades em saúde. Esses acordos também poderão incluir a participação de outras entidades multilaterais ou bilaterais de cooperação técnica e assistência financeira, ou de governos de países interessados, em áreas como:

Sistemas de saúde para alcance da cobertura e acesso universal;

Vigilância em saúde integrada, com ênfase na zona de fronteira;

Saúde da mulher, do homem, da criança, do adolescente, do idoso;

E, também, ações de cooperação técnica para gestão do conhecimento, trabalho em rede, capacitação, entre outros. 

Também participaram da assinatura do acordo Luiz Paulo Johansson, assistente do diretor-geral brasileiro, os representantes permanentes do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador José Luiz Machado Costa e embaixadora Elisa Ruiz Diaz Bareiro, a diretora adjunta da Opas, Isabella Danel, o diretor do Departamento de Relações Externas, Parcerias e Mobilização de Recursos da Opas, Alberto Kleiman, e o consultor médico da Itaipu, Luiz Fernando Ribas.

O encontro foi dividido em dois momentos: a assinatura do acordo e uma reunião técnica com diretores de todas as áreas da Opas. “O que ficou muito claro é a total convergência entre o que preconiza a Opas e a atuação do GT Itaipu-Saúde, o que sinaliza para a possibilidade de muitas ações conjuntas”, afirmou o assistente Luiz Paulo Johansson. “Esta parceria acontece graças ao esforço e à atuação de todos os colaboradores do GT, brasileiros e paraguaios, da Itaipu e do PTI”, completou.

(Itaipu Binacional)

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