Itaipu ilumina edificações com as cores da campanha Coração Azul

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As fachadas de algumas edificações da usina de Itaipu ganharam as cores da campanha Coração Azul na sexta-feira (24) à noite. O movimento, que prossegue até 31 de julho, visa alertar e mobilizar a comunidade contra o tráfico de pessoas. Paralelamente à iluminação, a empresa vai participar de várias atividades, seguindo as linhas de ação da campanha.

Já estão com as cores da campanha as fachadas do Ecomuseu de Itaipu, a parte externa da barragem e o portal do Conhecimento da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). A obra de arte esculpida na pedra, de Alfi Vivern, artista argentino radicado no Brasil, fica próxima à entrada da usina. Também está iluminado o portal do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), uma escultura de aço em forma de globo, localizado na área industrial da usina. 

Lançada em 2013 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, a campanha é para alertar e prevenir que mais mulheres, principalmente, sejam vítimas do tráfico internacional de pessoas. Mas, além do tráfico de mulheres e crianças, a campanha tem como objetivo a prevenção e o combate ao trabalho análogo ao de escravo, à servidão doméstica, à remoção de órgãos e à adoção ilegal. 

O coração azul é o símbolo internacional da campanha e, como essa também é a cor que simboliza as Nações Unidas, demonstra o compromisso da ONU na luta contra esse crime, que atenta ostensivamente contra a dignidade humana.

Com o lema “Ajude a combater esse crime: Liberdade não se compra. Dignidade não se vende”, a campanha é desenvolvida, no Brasil, pelo Ministério da Justiça, com apoio dos governos estaduais e das prefeituras. O Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas é celebrado no dia 30 de julho. 

Durante a campanha, será reforçada a divulgação dos telefones para denunciar casos de tráfico de pessoas: são os números 100 e 180 (Disque Direitos Humanos).

Outras ações

Além de iluminar fachadas de algumas edificações, a empresa fará uma série de atividades seguindo as linhas de ação da campanha.

A gestora do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), Maria Emília Medeiros de Souza, disse que é preciso trabalhar pelo engajamento de todos. Para isso, a empresa já está mobilizando os parceiros, promovendo rodas de conversas e distribuindo materiais sobre a importância de coibir o tráfico humano.

“O tráfico é uma grave violação dos direitos humanos. Queremos que a população também se comprometa a denunciar, pois só assim os criminosos serão presos”, disse Maria Emília.

Dados do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC) revelam que cerca de 2,4 milhões de pessoas são traficadas todos os anos, no mundo. O tráfico de pessoas é a segunda atividade ilícita mais lucrativa do mundo, com uma receita anual de US$ 32 bilhões.

No Brasil, entre 2005 e 2011, foram investigadas 514 denúncias desse crime. Dois terços dos inquéritos são relacionados ao trabalho escravo. Outros 157 são de tráfico internacional e 13 de tráfico interno. Foram indiciados 381 suspeitos, mas, devido aos limites da legislação e às dificuldades de reunir provas, apenas 158 foram presos.

 

(Itaipu Binacional)

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