O local oferecerá vários produtos artesanais religiosos e parte da renda será revertida para projetos sociais e manutenção da igreja.
A Matriz São João Batista de Foz do Iguaçu criou oficialmente, nesta quinta-feira, 27, à noite, a Associação de Arte Sacra Santo Arnaldo Janssen (AASAJFI). O nome da entidade homenageia o fundador da Congregação do Verbo Divino, cuja presença histórica acompanha a formação religiosa da cidade desde seus primórdios. O local oferecerá uma variedade de produtos de arte sacra. Parte da renda será revertida para projetos sociais e manutenção da igreja.
A nova entidade reunirá, inicialmente, 23 artesãos, a maioria mulheres, que trabalham com produtos variados, desde esculturas e pinturas sacras até terços, bordados, cerâmicas, velas, peças em madeira, costura criativa e lembranças devocionais, formando um catálogo diversificado de arte e espiritualidade.
A primeira Diretoria Executiva da associação será composta por:
•Thelma Néia Amaral (Presidente)
•Bruna Maria Pasini (Vice-Presidente)
•Katherine Lee Rossi (1ª Secretária)
•Danielli da Silva Caimi (2ª Secretária)
•Luan Andress do Carmo (1º Tesoureiro)
•Jozélia Flôr (2ª Tesoureira)
Este grupo ficará responsável pela organização, estruturação e condução das atividades da nova associação.
Antiga gruta
A associação funcionará na antiga gruta da igreja, localizada no pátio da Matriz, transformando este espaço histórico em um ponto de exposição e acolhimento aos visitantes. A escolha do local reforça o valor simbólico do espaço, integrando história, espiritualidade e arte. Além disso, cria um ambiente em que os artesãos podem expressar sua devoção, valorizar a cultura local e contribuir para o desenvolvimento econômico da região, especialmente no âmbito da economia criativa.
O início das atividades está previsto para dezembro, embora a data oficial ainda esteja sendo definida com o objetivo de garantir melhor atendimento ao público. Entre os produtos que serão oferecidos, um dos destaques é o perfume com o nome do padroeiro São João Batista, pensado como lembrança exclusiva para paroquianos, peregrinos e turistas.
Turismo religioso e valorização cultural
“A criação da AASAJFI representa mais um passo importante no turismo religioso de Foz do Iguaçu, já que a Matriz integra o Roteiro da Fé da Diocese da Igreja Católica, recebendo visitas de grupos especiais, fiéis e turistas, principalmente nos fins de semana”, afirma o pároco, padre Willian Paiva.
A localização da igreja na parte alta e central da cidade é um atrativo adicional, oferecendo aos visitantes uma visão privilegiada da região e tornando a experiência religiosa e cultural ainda mais completa.
“Além de promover a devoção, a associação tem um papel significativo na valorização da cultura local, apoiando artesãos da região e incentivando a produção artesanal de alta qualidade. Com isso, contribui para a geração de empregos e renda, movimentando a economia local e fortalecendo a identidade cultural da cidade”, destaca a presidente da entidade.
Nos últimos anos, a igreja passou por diversas reformas e restaurações, preservando sua arquitetura histórica, com novas pinturas, vitrais e estrutura original, garantindo que visitantes e fiéis possam vivenciar tanto a fé quanto a riqueza cultural do templo. A associação fortalece, assim, a conexão entre arte, devoção, cultura, turismo e economia, oferecendo produtos que valorizam tradição, espiritualidade e desenvolvimento local.
História
A paróquia São João Batista é a mais antiga da cidade e já teve o título de catedral entre 1978 e 2007. Sua história é marcada por momentos decisivos:
•1916: primeira capela de madeira erguida;
•1923: chegada dos missionários do Verbo Divino;
•1924: a comunidade escolheu São João Batista como padroeiro;
•1925: incêndio destruiu a capela original, motivando a construção da igreja em alvenaria nos anos 1930;
•1942-1950: inauguração parcial e conclusão da igreja;
•2013: maior reforma da história da Matriz;
•2024: celebração do centenário com programação especial.
Para o jubileu de cem anos, o templo recebeu obras de arte sacra em sua parte interna, e agora, a casa paroquial, considerada um dos “patrimônios afetivos da população”, passa pela primeira grande reforma externa desde o início de sua existência. A ideia para o futuro é criar uma infraestrutura que transforme o espaço em museu histórico aberto à visitação.



