PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Parque Nacional do Iguaçu participa de Audiência pública sobre Rio Iguaçu na ALEP

Rio_iguaçu

Especialistas de diversas áreas ressaltaram a necessidade de preservar e valorizar o  Iguaçu e seus afluentes, que respondem por 81% da água consumida em todo o PR

Foi realizada em Curitiba, na Assembleia Legislativa do Paraná, uma audiência pública para debater diferentes perspectivas e instrumentos voltados à proteção e valorização do rio Iguaçu, entre elas, a possibilidade de reconhecimento do Iguaçu e de sua bacia hidrográfica como um sujeito de direitos, como parte de um amplo conjunto de estratégias de governança socioambiental.

Especialistas de diversas áreas ressaltaram a necessidade de preservar e valorizar o Rio Iguaçu e seus afluentes, que respondem por 81% da água consumida em todo o Paraná.

Em sua fala, José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu, destacou a necessidade de implantação de uma vazão ecológica para o conjunto do sistema hidrelétrico do Rio Iguaçu, com participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), e da criação de um corredor ecológico. Além disso, segundo Ulisses, também seria importante realizar um trabalho de integração entre os rios Iguaçu e Paraná, por meio de um mosaico de unidades de conservação e do reconhecimento de áreas úmidas da bacia, como Sítio Ramsar.

“Do ponto de vista da natureza os dois parques, argentino e brasileiro, formam uma unidade e são considerados um único sitio. É um exemplo de bem transfronteiriço do patrimônio mundial, com cooperação internacional em matéria de conservação, das regiões de valor universal excepcional. Estamos avançando em alguns protocolos conjuntos, como estudos de impacto de visitação, pesquisas cientificas e monitoramento de espécies. O rio não nos separa, o rio nos une”, ressaltou.

Yara Barros, coordenadora executiva do Projeto Onças do Iguaçu, também participou da audiência pública e destacou que a conservação das onças depende diretamente da integridade do Parque Nacional do Iguaçu e da qualidade ambiental do rio.

“A importância de conservar o parque não é só para as onças, mas para várias espécies. O corredor verde que se forma entre Brasil e Argentina tem cerca de 100 onças pintadas, atualmente. Essa população já foi quase extinta há 15 anos, hoje conseguimos dobrar essa população. O rio Iguaçu dá vida à floresta, a gente precisa dessa floresta íntegra para as pessoas e para as espécies ameaçadas. É um ciclo. Estamos no meio: água, onça, floresta, presas, rio. Salvar o rio é salvar as conexões que ele traz”, complementou.

Participaram do evento, ainda, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.

A audiência pública foi proposta pelo deputado Goura (PDT).

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirmou o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.

Post relacionados