Trabalhadores de Foz paralisam atividades durante Greve Geral

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Trabalhadores de várias categorias profissionais de Foz do Iguaçu estão mobilizados para a Greve Geral que acontece em todo o país, nesta sexta-feira, 28. Os protestos visam impedir a aprovação das reformas da Previdência e da legislação trabalhista, propostas pelo Governo Federal. Estão previstas paralisações nos postos de trabalho e ato público unificado, com concentração a partir das 08 horas, no Zoológico Bosque Guarani.

As mudanças na legislação começam a ser votadas no Congresso Nacional. Para as entidades sindicais, se aprovadas, as reformas restringem o acesso à aposentadoria pelos trabalhadores das iniciativas pública e privada e retiram direitos assegurados, como férias, 13º salário, licença maternidade, hora extra, entre outros. Com as alterações na lei, o governo também pretende instituir as jornadas diárias e semanais sem limites de horas trabalhadas.

Em Foz do Iguaçu, estão programadas passeatas pelas ruas e concentrações em pontos estratégicos.  A adesão à greve inclui educadores, agentes educacionais e técnicos de todos os níveis de ensino, estudantes, comerciários, trabalhadores rurais, rodoviários, eletricitários, policiais rodoviários, bancários, profissionais do turismo, entre outras categorias. Os servidores dos Correios, com greve marcada para começar dia 26 de abril, fortalecem a mobilização.

“As reformas são um verdadeiro massacre contra os trabalhadores, retiram direitos e deixam grande parcela da população em aposentadoria”, enfatiza o presidente da APP-Sindicato/Foz, Fabiano Severino, entidade que integra a Frente Sindical e Popular. “O governo quer mudar às pressas e sem nenhum debate com a sociedade as duas principais leis nacionais, a Constituição Federal e a CLT. O momento de reagirmos nas ruas é agora, com a participação e a união de todos os trabalhadores”, frisa.

Ataques aos direitos

A mudança na Previdência pretende obrigar o trabalhador a permanecer mais tempo no mercado de trabalho, pagar mais contribuição previdenciária e aposentar-se com mais idade. A reforma prevê aumento para 49 anos de contribuição para a obtenção de aposentadoria integral, ataca as pensões e acaba com as aposentadorias especiais. As novas regram atingem os trabalhadores na ativa, homens e mulheres com 50 e 45 anos, respectivamente.

A reforma trabalhista gera superexploração e aumento da jornada de trabalho, redução dos salários e perdas de direitos. Ao contrário do que diz o governo, grande parte dos artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) sobre direito individual já foi atualizada. De acordo com levantamento de procuradores do trabalho, dos 510 itens da lei, somente 75 permanecem com a redação original, o que equivale a 14,7% dos dispositivos.

União dos trabalhadores

A Greve Geral em Foz do Iguaçu é organizada conjuntamente pela Frente Sindical e Popular e a Intersindical, coletivos que reúnem sindicatos, movimentos sociais e entidades populares. O movimento unitário reflete o alcance danoso das reformas propostas pelo governo de Michel Temer aos trabalhadores de todos os setores. Além da paralisação e dos protestos, os sindicatos promovem atividades dirigidas às suas respectivas bases e categorias.

1917-2017: 100 anos de lutas

A mobilização no dia 28 de abril acontece 100 anos depois da primeira Greve Geral realizada no Brasil. As contradições entre capital e trabalho levaram os trabalhadores brasileiros à paralisação operária em julho 1917. As reivindicações da época incluíam melhores condições de trabalho nas fábricas, a proibição do trabalho de menores de 14 anos, remuneração pela hora extra e o controle dos preços dos alimentos e da moradia.

ATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES

Data: 28 de abril, a partir das 8 horas

Concentração: Zoológico Bosque Guarani (perto do Terminal de Ônibus)

 

(Grampo Comunicação – foto: Marcos Labanca)

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